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Transformers 2 divide opiniões

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Transformers 2 divide opiniões
Nem mesmo os efeitos especiais conseguem impressionar.

Se McG conseguiu tirar uma vantagem do próprio nome, que provoca péssimas expectativas, e surpreender o público com o último Exterminador do Futuro, Michael Bay, do mesmo time, não chegou nem no meio do caminho com o novo e esperado título da franquia Transformers. O som dos primeiros minutos do filme é ótimo e talvez seja a única coisa realmente boa no filme, que já começa meio perdido relacionando os autobots aos humanos em um passado distante. E insinuando que um dos robôs gigantes seria contra os humanos. No presente, os autobots formam uma aliança com os humanos para evitar o retorno da ameaça dos Decepticons. Sam Witwicky vai para a faculdade onde conhece nerds fanáticos por histórias de robôs alienígenas e deixa sua namorada Mikaela para trás. Uma das sensações do filme é, sem dúvida, a atriz fraca e gostosona Megan Fox. Com uma boca bem maior do que a original, a moçoila já aparece em uma pose sexy, daquelas de calendário de oficina mecânica, em uma moto. E durante muito tempo as cenas parecem funcionar para chamar a atenção do público para a atriz. O resto do elenco, com muito menos tomadas interessantes, é muito fraquinho. A única excessão é John Turturro que deve estar passando fome para aceitar participar do filme, mas é o responsável pelo mínimo de ritmo que o filme tem. O roteiro é muito fraco e fica tentando, sem sucesso, se justificar o tempo todo. A apelação é o ponto mais forte e a opção por muitos detalhes não consegue chegar a lugar nenhum. Os diálogos, cheios de frases de efeito, são frouxos e dispensáveis e, assim como os enquadramentos, não conseguem demonstrar muita coerência e parecem acontecer só para encher linguiça. Coisas idiotas como a invenção de nerds hackers para justificar a presença de mulheres gostosonas no dormitório da faculdade e a loirinha assanhada que tenta conquistar Sam de qualquer maneira sobram. Ainda que um ou outro sorriso apareça no rosto, como a mãe de Sam na faculdade ou o passeio com a loirinha, outros momentos causam muito mais vergonha alheia como qualquer coisa. Se o áudio impressiona nos primeiros momentos, até isso fica estranho. A edição de som não é muito coerente e se algumas besteirinhas fazem um barulho impressionante, outras maiores e mais pesadas não são tão barulhentas. Nem mesmo os efeitos especiais conseguem impressionar. Pelo contrário, logo nos primeiros momentos, ainda em Xangai, percebe-se que o uso da computação gráfica é tão problemático e excessivo que mais cansa do que impressiona. A direção de arte também entra na onda do Sr. Bay e viajou na maionese. Os autobots estão tão humanizados que, exagerando, quase não convencem mais como carros ou afins. Se Bublebee chorando é engraçadinho, os bebês-robôs recém-nascidos chorando no acerto de contas de Megatron é ridículo. O filme é chato, lento e mal feito e não consegue impactar em nenhum momento. Ainda que tenham várias explosões, muito barulho e gritaria para todos os lados, o único sentimento que o filme me despertou foi o sono. Depois de muitos minutos de tortura na sala de projeção, a crença de todos na sala é a de que aquilo já chegou no fundo do poço. Mas é só impressão. O céu dos bots Primes mostra que uma coisa nunca está tão ruim que não possa piorar. E muito. Como na minha sessão ninguém gostou do filme fiquei curiosa para saber se o filme agradou a alguém. Para mim o pacote fechado é um emaranhado de cenas e falas inúteis. No final do filme, Optimus Prime fala que está contando a história para que ela não seja esquecida. Impossível, pois é um dos piores filmes que eu vi nos últimos anos. Desta vez, com a cueca fio-dental do agente Simmons, códigos em cybertonês, o saco de um autobot e minibots que se comportam como cachorros tarados, Michael Bay demonstrou, de verdade a sua grande vontade de ser Uwe Boll. E ainda tem coragem de fazer um filme com duas horas e meia de duração. Não vale nem a sujeira que gruda na sola do sapato na porta do cinema.


Por Cecilia Barroso

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